Perspectiva

Cada um vê a vida à sua maneira, esta é apenas mais uma visão que merece igual respeito como as outras. Tudo o que está aqui é original, qualquer semelhança é pura coincidencia.

Com um clique, Cheila Costa


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Décimo sétimo, Eu poderia amar-te assim


Podia amar-te assim, da forma que contam as histórias para os mais pequenos, de um amor que ultrapassa tudo e todos, podia levar-te o pequeno-almoço todos os dias à cama, amar-te genuinamente, ser a tua pequena, a que farias uma verdadeira mulher. Sim podia amar-te assim, mas não posso porque não queres ver o que está a frente dos teus olhos, uma rapariga como todas as outras, mas com muito mais que qualquer uma para dar-te a ti. Tu, e só tu importas. Não te peço que retribuas o meu sentimento por ti apenas que o estimes , que dês valor, que guardes num cantinho e saibas quando o usar. Sabes que se me desses uma chance eu poderia amar-te assim.

Décimo sexto, Farta de ti


Farta dessa tua ignorância, não percebes mesmo o que tu me fazes? Lembro-me nitidamente de tudo, mas graças às tuas atitudes pouco a pouco vou esquecendo e sinceramente não tenciono lembrar. Sei bem quem és e o que és para mim, mas o teu silêncio quando queria umas palavras, a tua distancia quando queria que me agarrasses e limpasses as lágrimas que vias correr, e mesmo assim não ligaste, sempre fui mais um peixinho no teu oceanário rodeados por tubarões , o peixe-palhaço e que tinha uma barbatana ferida e custava a nadar e que apesar de tudo vagueava a procura da pérola escondida, o teu coração. E vi, uma pérola brilhante mas quando cheguei mais perto percebi que era a luz que causava o brilho numa pedra que estava por ali. Sim, não tens sentimentos, para ti tudo é demasiado físico, demasiado momentâneo. Viver os momentos ao máximo não é estar bem e depois cagar, é saber que queremos e fazer sem pensar. Por isso pensa bem, tens idade para isso pena é que te falta a mentalidade.

sábado, 27 de novembro de 2010

Décimo quinto, Loirinho


Meu loirinho, neste dia cinzento e triste, assim como estava o meu coração eu mais uma vez senti-me sozinha, desamparada, perdida em tantas ilusões. As palavras meigas que me disseste amenizaram o meu interior e consegui ver um raio de sol, uma pontada de felicidade mesmo quando pensava que isso era algo impossível. Ao contrario de gente que não merece nada, tu mereces tudo, rapaz misterioso, namorado de sonho. Fazes-me crer que tudo em ti é perfeito, mas ao contrario de tanto és tu próprio, dono do teu nariz e dos teus ideais, e admiro isso em ti. Não percebo o quão sortuda fui para conhecer alguém como tu, alguém que possa ser querido sem ter de iludir pessoas e foi essa mesma qualidade que me fez um dia pensar que serias aquele que me ia tirar deste buraco escuro. E tiraste, não no sentido de me fazeres esquecer aquele cujo o nome não vou citar, mas sim no sentido de neste dia triste fazeres-me sorrir.

Décimo quarto, Irmã



Irmã, tenho tanto para te dizer que perco as palavras, sabes melhor que ninguém como me sinto neste momento, e apesar das horas que são não me deixaste sozinha. Já há muito que te queria escrever e agradecer-te por seres quem és e por me acompanhares à dez anos, sorriste com a minha felicidade e acalmaste-me quando me revoltava e chorava perdidamente, assim como eu tentei estar presente em todos os momentos. Sei que não estamos sempre juntas fisicamente, mas em cada atitude que tomo, tenho um toque da tua personalidade porque fizeste-me crescer e ser uma menina grande, não fugir dos meus medos nem das barreiras e seguir sempre em frente. Desculpa se te magoei com os meus amuos , desculpa quando estavas mal e adormeci a teu lado, tentei ficar ao teu lado até não poder mais , mas estava esgotada. Ouvi o melhor reggae a teu lado e vi que tranquilamente as coisas vão andando. Juntas caminhámos, aliás ensinaste-me o quão bom é ser tua amiga, aprendi novos caminhos e que não há só uma maneira de fazer as coisas. E mais importante que tudo, contigo fui, sou e serei feliz.

Décimo terceiro, Tarde demais

Escusas de vir sorrateiramente, como um cachorrinho quando sabe que errou, chega de palavras mansas para acalmar o meu coração, e chega disto tudo. Tiveste-me na tua mão o tempo suficiente, dei-te tudo o que tinha e que não tinha e mesmo assim tiraste-me. Nunca te dei o trunfo de me veres chorar , mas sabias que o fazia quando chegava estoirada em casa e escondia a minha cara na almofada. Foste possivelmente a pessoa que mais amei, a única que me conseguiu fazer sentir "amada" , pena que não sabes o que é isso e "amas" tanta gente. Esse coro manhoso, que dá a volta a qualquer uma, que faz crer que sentes realmente algo, mas é só isso, coro manhoso. Escusas de me chamar ao teu encontro porque desta vez não aparecerei, escusas de mandar mensagem porque não irei retribuir, escusas de dizer amo-te porque já sei que não vais sentir. E sabes que mais, mesmo que agora o que sintas sejas verdadeiro tornou-se tarde demais.

Décimo segundo, Cansada


Estou cansada de ser a boneca de pano que tu trocas por umas barbies.

Décimo primeiro, Outra vez


Eu sabia, corria tudo tão bem e como depressa cheguei ao topo, a queda também foi à velocidade da luz. Só me apetecia esquecer tudo, ficar enroscada na minha manta a ver os filmes que passam na televisão, esquecer o teu toque , o teu cheiro , o teu sorriso. Mas tu e eu sabemos que é difícil, sei o que é sentir por momentos que és meu, e tu sabes melhor ainda que sou tua. Não passam de saberes, de ideias que faltam por em prática , de um amor de filme com um final diferente, não acaba tudo bem, pelo contrario, fica sempre tudo pior ainda. O problema não somos nós, é esse coração que é grande demais e cabem lá eu e mais umas quantas, mas é parte de ti, e eu aceito isso, porque sempre foste assim e eu não sou ninguém na tua vida para mudar-te. E a tarde passa, eu perdida nos meus devaneios a imaginar o quão bom seria ter-te aqui comigo, poder estar encostada a ti e beijar essa pele morena, sentir tudo aquilo que a tua presença faz no meu coração. O toque do telemóvel traz-me de volta à realidade e assim que apercebi-me qual o som que me despertava larguei a manta e corri. "Uma mensagem recebida" , e não , mais uma vez não era tua.